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Elizabeth I

O reinado da Rainha Elizabeth I é muitas vezes referido como “A Era de Ouro” da história Inglesa. Conheça a trajetória de Queen Elizabeth I

Rainha Elizabeth I

O reinado da Rainha Elizabeth I é muitas vezes referido como “A Era de Ouro” da história Inglesa. Elizabeth foi uma Rainha imensamente popular, e sua popularidade diminuiu pouco com o passar de 400 anos. Ela ainda é um dos monarcas mais amados, e um dos governantes mais admirados de todos os tempos. Ela se tornou uma lenda em vida, famosa por suas notáveis ​​capacidades e realizações. Ainda sim, sobre a mulher Elizabeth, sabemos muito pouco. Ela é um enigma, e foi um enigma para o seu próprio povo.

Elizabeth era a filha do Rei Henrique VIII e sua segunda esposa, Anne Boleyn. Ela nasceu em 07 Setembro de 1533 em Greenwich Palace. Seu nascimento foi possivelmente a maior decepção da vida de seu pai. Ele queria um filho e herdeiro para sucedê-lo, e já tinha uma filha, Mary, com a sua primeira esposa, Katherine of Aragon (Catarina de Aragão). Ele não se divorciou de Katherine, e teve de mudar a religião do país no processo de se casar novamente, somente para ter mais uma filha. O início da vida de Elizabeth foi, portanto, problemático. Sua mãe não conseguiu apresentar o Rei com um filho e foi executada sob falsas acusações de incesto e adultério em 19 de Maio de 1536. O casamento de Anne com o Rei foi declarado nulo e sem efeito, e Elizabeth, como sua meia-irmã, Mary, foram declaradas ilegítimas e privadas de seu lugar na linha de sucessão.

Nos próximos oito anos da vida de Elizabeth, ela viu uma rápida sucessão de madrastas. Jane Seymour morreu ao dar à luz ao filho que o Rei tanto desejava, Edward. Anne of Cleves, que se divorciou. Catherine Howard, que foi decapitada, e finalmente Catherine Parr. Por gerações, historiadores têm discutido se a constante mudança de noivas de seu pai foi responsável pela aparente recusa de Elizabeth em se casar. É certamente possível que o destino trágico de Anne Boleyn e Catherine Howard impressionaram sobre ela um certo medo de casamento, mas podem ter havido outras razões para a Rainha permanecer solteira, como medo do parto, que custava a vida de um número significativo de mulheres neste período. Mesmo que a Rainha não tivesse problemas pessoais com casamento, haviam problemas políticos com quase todos os candidatos a mão dela. Religião era uma questão importante, mas também havia o problema de saber se Elizabeth teria de abdicar de seus poderes reais por um marido, numa época em que a esfera política era exclusivamente masculina.

Quando criança, Elizabeth recebeu uma educação muito impressionante. Tornou-se popular entre a nobreza educar suas filhas, assim como os filhos e Elizabeth se destacou em seus estudos. Ela foi ensinada por estudiosos famosos como William Grindal e Ascham Roger, e desde cedo ficou claro que ela era extremamente talentosa. Ela tinha uma habilidade especial para línguas, e na idade adulta, falava fluentemente cinco idiomas.

A adolescência de Elizabeth não foi mais fácil do que a sua infância. Enquanto o Rei viveu, ela estava a salvo de oportunistas políticos, mas quando ele morreu em Janeiro de 1547, e seu filho tornou-se Rei Edward VI com apenas 9 anos, ela ficou vulnerável aqueles que a viam como um peão político. Apesar de ser oficialmente ilegítima, Henry havia restabelecido suas filhas na linha de sucessão. Mary seguia Edward e Elizabeth seguia Mary. Isto significava que Elizabeth era agora a segunda na linha de sucessão ao trono. Edward era muito jovem para governar sozinho por ter apenas nove anos, então seu tio, Edward Seymour, tornou-se “Protector of England”.

Seu irmão mais novo, Thomas Seymour, tinha ciúmes de sua posição e tentou derrubá-lo. Seu esquema, que envolvia uma tentativa de seqüestro do Rei Menino, lhe custou a vida. Ele não escondia seu desejo se casar com Elizabeth (nos tempos Tudor, uma menina era considerada “casável” aos doze anos), de modo que ela estava envolvida em sua trama. Era considerado traição um herdeiro do trono se casar sem o consentimento do Rei e seu Conselho, e com apenas 15 anos de idade, Elizabeth teve que persuadir seus interrogadores de que ela não sabia da trama e não tinha consentido em se casar com o do tio do Rei. Ela conseguiu defender a sua inocência, mas os rumores de um caso ilícito com Seymour, eram ainda mais escandalosos porque ele havia sido casado com a sua última madrasta, Katherine Parr, o que a incomodou muito depois do ocorrido.

Elizabeth se viu novamente envolvida em traição depois da Rebelião de Wyatt em 1554. Edward havia morrido no verão de 1553, de problemas de saúde prolongados, e a meia-irmã de Elizabeth, Mary, era agora a Queen Mary I of England, após uma breve luta pelo trono contra John Dudley, o Duque de Northumberland, que queria fazer sua nora, Jane Grey, rainha por lei. Mary não foi particularmente popular, e desconfiava de sua meia-irmã protestante.

Não foi difícil convencê-la de que Elizabeth poderia estar conspirando com Thomas Wyatt e seus homens para tomar o trono. Se o objetivo da rebelião foi ou não levar Elizabeth ao trono é incerto, e é também desconhecido se Elizabeth tinha qualquer conhecimento dos planos conspiradores. Mesmo que ela tivesse conhecimento deles, não há evidências de que ela aprovasse as ações de Wyatt e seus seguidores. Elizabeth disse que era inocente das acusações feitas contra ela, mas ainda sim ela foi presa e enviada para a Torre de Londres.

Muitos em torno da Rainha gostariam que Elizabeth fosse executada, mas não havia provas contra ela e ela era popular. Elizabeth foi mantida em cativeiro na Torre por dois meses e depois removida para Woodstock Manor, em Oxfordshire, onde ficou presa por um ano. A casa em si era inabitável por isso ela teve que se alojar na guarita com seus servos. Foi só um mandato do marido da Rainha, Philip of Spain, que a autorizou a voltar para a casa de sua infância em Hertfordshire. Philip estava ciente da má saúde da Rainha e queria ganhar a amizade de Elizabeth para garantir as relações pacíficas entre a Inglaterra e a Espanha no caso da morte de sua esposa e Elizabeth chegar ao poder.

Elizabeth chegou ao trono em 17 de Novembro de 1558. Foi um momento de triunfo supremo para a filha indesejada que passou sua vida na sombra dos tribunais, posta de lado e esquecida. Os anos após a morte de seu pai a ensinaram sobriedade e cautela, mas agora que ela era a Rainha, Elizabeth estava determinada a desfrutar de sua nova liberdade e viver plenamente. Ela adorava todos os tipos de esportes, especialmente andar a cavalo, e nos primeiros anos de seu reinado ela passou muitas horas praticando equitação. Ela também adorava caçar, hawking (caçar usando gaviões) e assistir atletas em competições desportivas. Ela amava a música e dança, bailes e máscaras, e tocava vários instrumentos. Ela não tinha tempo para os teólogos puritanos que consideravam tais coisas ímpias. Ela também adorava assistir peças e criou a atmosfera responsável para o florescimento das obras-primas literárias da época, contra as exigências Puritanas para o encerramento de todos os teatros.

Elizabeth foi coroada Rainha no Domingo 15 de Janeiro de 1559. Nos meses que se seguiram, a nova Rainha re-estabeleceu a Igreja Protestante na Inglaterra e restaurou a cunhagem. Talvez para apaziguar os católicos ou para apaziguar os que não acreditavam que uma mulher poderia tornar-se chefe da igreja, Elizabeth tornou-se Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra, ao invés de Chefe Supremo como seu pai havia sido. Embora seja impossível saber exatamente das crenças religiosas pessoais da Rainha, a Igreja que ela estabeleceu é uma indicação.

Ela era uma protestante fervorosa, e supostamente passava algum tempo em oração todos os dias, mas ela provavelmente foi uma protestante conservadora. Ela gostava de velas e crucifixos em sua capela privada, gostava de música de igreja, e gostava do estilo mais tradicional de adoração, em contraste com o serviço de sermão que estava se tornando popular em alguns círculos protestantes. Ela não gostava de extremismo religioso e não queria perseguir qualquer um de seu povo por suas crenças religiosas. No entanto, a natureza tenaz da divisão política católica/protestante significou que seu governo teve de tomar uma linha mais dura para com os católicos do que ela gostaria.

Agora que Elizabeth era Rainha, ela era inundada de propostas de casamento, mas Elizabeth não aceitou nenhuma delas. Como um gênio da política, ela conseguiu usar seu estado civil para beneficiar o país, usando a isca do casamento para aproximar os inimigos, ou assustá-los, sugerindo que ela se casaria com um de seus inimigos. Quaisquer fossem os sentimentos pessoais de Elizabeth em relação ao casamento, em duas ocasiões, ela chegou perto de matrimônio. Por muitos anos, o candidato mais provável para a sua mão foi Robert Dudley, Conde de Leicester. Ele e Elizabeth se conheciam há anos e tinham sido preso na Torre de Londres ao mesmo tempo. Ele foi o único interesse amoroso sério da vida da Rainha. Politicamente, no entanto, se casar com ele teria sido um desastre. Ele era impopular como o filho do traidor Northumberland, e foi odiado ainda mais depois quando sua esposa foi encontrada morta em circunstâncias misteriosas. Pensava-se que ele havia cometido o assassinato para então estar livre para se casar com Elizabeth. O outro candidato para a mão da Rainha foi Francis, Duque de Alençon/Anjou, e herdeiro do trono Francês. Mas, novamente, considerações políticas faziam o casamento impossível.

Não se casar e não ter filhos significava que a sucessão estava indefinida. Elizabeth não gostava de falar sobre a sucessão e tentou fazer com que o assunto fosse proibido, mas as pessoas estavam ansiosas sobre o que aconteceria ao país quando ela morresse. No entanto, ter um filho não teria sido o fim dos seus problemas. Aos olhos dos católicos, Elizabeth era ilegítima e não tinha direito ao trono. Para eles, Mary, Queen of Scots era a Rainha da Inglaterra por direito. Intrigas foram feitas para tornar Mary rainha e estas teriam se formado independentemente de Elizabeth ter um filho ou não, especialmente depois que Mary foi aprisionada por Elizabeth depois de seu reinado desastroso na Escócia.

Forçada a fugir de sua pátria, tendo abdicado de seu trono em favor de seu filho, Mary desembarcou na Inglaterra, procurando a ajuda de Elizabeth para restaurar o seu reino e foi imediatamente presa, tanto para protegê-la quanto para minimizar o perigo que ela representava para Elizabeth. Mary foi mantida prisioneira por quase 20 anos. Durante esse tempo, Elizabeth se recusou a ouvir sobre a execução de seu primo, mas a cumplicidade de Mary na trama Babington em 1586 fez a execução, nos olhos de muitos, inevitável. Foi um momento traumático para Elizabeth, e por um tempo pareceu que ela não teria forças para ir em frente com a pena, mas ela o fez, e Mary foi executada no Castelo Fotheringay em 08 de Fevereiro de 1587.

Relações entre Elizabeth e Philip, agora Rei de Espanha, que haviam começado de forma amigável, tinham se deteriorado ao longo dos anos com suas diferentes agendas políticas e religiosas entrando em confronto. Em 1588 eles eram arqui-inimigos. Philip ameaçava invadir Inglaterra e destronar Elizabeth há anos, mas a execução da Rainha da Escócia, deu-lhe um incentivo a mais. Agora, ele poderia reclamar o trono Inglês para si e não para ela. No verão de 1588 ele enviou sua frota poderosa contra a Inglaterra. Mas por táticas superiores, navio mais bem projetados e sorte pura, os Ingleses venceram. A popularidade de Elizabeth atingiu o seu apogeu. Foi também um triunfo pessoal, provando que ela, uma mulher, poderia conduzir a guerra, assim como qualquer homem.

Elizabeth foi dedicada ao seu país de uma forma que poucos monarcas tinham sido ou foram desde então. Elizabeth tinha a mente de um gênio político e alimentou seu país através de liderança e cuidado ao escolher homens capazes de ajudá-la, como Sir William Cecil e Sir Francis Walsingham. Elizabeth era uma mulher determinada, mas ela não estava obstinada. Ela ouvia os conselhos daqueles ao seu redor, e mudava políticas se fossem impopulares. Na aparência, ela foi extravagante, no comportamento, por vezes, irreverente e frívola, mas sua abordagem política era séria, conservadora e cautelosa. Quando ela subiu ao trono em 1558, a Inglaterra era um país empobrecido e dilacerado por disputas religiosas. Quando ela morreu no Palácio de Richmond em 24 de Março de 1603, a Inglaterra era um dos países mais poderosos e prósperos do mundo.

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