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O Folclore Inglês

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Conheça os personagens do folclore Inglês que inspiram a literatura e cinema modernos.

Folklore: Do Inglês folk (povo, gente, tribo) +‎ lore (sabedoria popular). Termo criado pelo escritor Inglês William Thoms em 1846 para descrever o conjunto de costumes populares.

  • Tom Thumb

    pequeno polegar
    O pequeno polegar capturado por uma aranha… Inspiração para Tolkien?
    A lenda do pequeno polegar foi o primeiro conto de fadas publicado na língua Inglesa em 1621.

    Originalmente, o personagem era mais um conto de horror para ensinar cautela para crianças.

    Já em sua versão impressa no século 17, os contos retratam o personagem como um herói, não muito maior do que o polegar de seu pai, e suas aventuras incluem Tom sendo engolido por uma vaca, lutando com gigantes e tornando-se um favorito do rei Arthur.

  • Brownies

    brownie
    No folclore Inglês, um Brownie é uma criatura que habita partes não utilizadas de castelos e mansões, e ajudam em tarefas domésticas em troca de pequenos presentes ou alimentos, especialmente mingau e mel.

    No entanto, Brownies não gostam de serem vistos e preferem trabalhar à noite, para evitar contato com humanos.

    A inspiração da autora J.K. Rowling para o personagem Dobby, descrito como um elfo doméstico, ao contrário dos escravos do mundo mágico de Harry Potter, Brownies costumam abandonar a casa ao se sentirem explorados ou se pagamentos não forem feitos.

  • The Black Dog

    baskervilles hound
    O conto de Sherlock Holmes inspirado pela lenda do Black Shuck
    Também conhecido como Black Shuck, Padfoot ou Bogey Beast, o fantasma do cão negro é uma aparição noturna associada com demônios e maus presságios, derivado da cultura Celta.

    Descrito como um cachorro peludo de grande porte e olhos que brilham na escuridão, avistar o Black Dog é uma indicação de morte iminente.

    Geralmente visto em locais onde execuções e assassinatos foram cometidos, assim como cemitérios, encruzilhadas e outros lugares sombrios, atualmente, o termo Black Dog é usado em Inglês para descrever depressão, síndrome do pânico e outros problemas psicológicos.

  • Fairies

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    A imagem que temos das fadas modernas são de delicados seres alados com poderes mágicos que ajudam as pessoas, mas a origem do mito é bem diferente.

    O primeiro relato escrito sobre fadas no folclore Inglês data do século XIII, pelo historiador Gervase de Tilbury, retratando seres similares a fantasmas ou espíritos, bons o suficiente para não irem para o inferno mas maus o suficiente para não irem para o céu.

    A natureza dessas fadas também varia bastante – de seres assustadores que seqüestravam crianças e se passavam por elas à criaturas mágicas que faziam trabalhos domésticos no meio da noite em troca de oferendas.

    O mito se transformou e evoluiu ao longo dos anos, mas a crença em fadas continua mais viva do que nunca.

    Talvez a história mais famosa de fadas na Inglaterra seja o caso das Cottingley Fairies, uma série de cinco fotografias tiradas pelas primas Elsie Wright (1900-1988) e Frances Griffiths (1907-1986) em 1917.

    As fotos chamaram a atenção do escritor Sir Arthur Conan Doyle, autor da série Sherlock Holmes e conhecido admirador do sobrenatural, que as usou ​​para ilustrar seu artigo sobre fadas na revista The Strand em 1920.

    Por anos, as fotografias foram tidas por muitos como prova da existência dos seres, até que no início dos anos 80, Elsie admitiu que as fotografias foram forjadas usando recortes de imagens retiradas de um livro, apesar de Frances alegar que a quinta e última fotografia era genuína até a ocasião de sua morte em 1986.

  • Witches

    pendle witches
    Estátua em Pendle, Lancashire, lembrando as bruxas de 1612
    Um mito bem real para aqueles condenados a morte na fogueira, a bruxaria se tornou crime capital na Inglaterra em 1563, depois de ter sido considerado heresia pelo Papa Inocêncio VIII em 1484, uma lei abolida apenas em 1736.

    Estima-se que entre os séculos XV e XVIII, cerca de 50.000 pessoas foram torturadas e mortas acusadas de bruxaria, em sua maioria mulheres, idosas e pobres.

    As “provas” usadas para identificar uma bruxa eram várias: Uma verruga, cicatriz ou marca de nascença, um terceiro mamilo ou até mesmo um gato de estimação poderiam ser usados para levar alguém a julgamento. Confissões geralmente eram feitas sob tortura e o julgamento feito jogando o réu amarrado em um rio ou lagoa: Quem flutuasse era culpado e quem se afogasse era inocente. Para os culpados, a pena era o enforcamento.

    A caça as bruxas era um negócio rentável, com cada bruxa capturada rendendo cerca de 1 mês do salário de um camponês comum para o delator. A mais famosa caça as bruxas da Inglaterra ocorreu em 1612, no julgamento das Pendle Witches, onde 12 pessoas, membros de 2 famílias rivais, acusaram uns aos outros do uso de bruxaria depois de uma discussão. Dos 12, apenas 1 foi absolvido depois do julgamento, e os demais condenados a morte.

  • Goblins

    goblin
    Com raízes na tradição Germânica, a primeira menção de goblins na literatura Inglesa foi no século XIV, mas apesar de sua origem folclórica ser a mesma das fadas, goblins são considerados seus opostos em sua versão moderna.

    Geralmente descritos como seres de pequeno porte, goblins vivem em cavernas e têm uma natureza maliciosa, apesar de raramente causarem a morte de humanos, mas sendo responsáveis por causar confusão e destruição, além de ter uma paixão por ouro e objetos preciosos, que costumam roubar de suas vítimas.

    Talvez o tipo de goblin mais popular do folclore Britânico seja o Redcap, também conhecido como Powrie ou Dunter, que ao contrário dos demais, tem uma natureza assassina.

    Habitando ruínas de castelos ao longo da fronteira entre Inglaterra e Escócia, Redcaps matam viajantes para tingir seus chapéus com o sangue das vítimas, de onde vem o seu nome.

    Redcaps precisam matar regularmente, pois eles morrem se o sangue de seu chapéu secar, e apesar de usar botas de ferro e carregar uma lança, segundo a lenda, eles são tão velozes que é impossível escapar de um durante uma perseguição.

  • Boggart

    boggart
    Também conhecido como bug, bugbear, bogey, bogeyman ou bogle, esses são termos usados no folclore Inglês para o bicho-papão.

    Um espírito maléfico, com o poder de transformar sua aparência, Boggarts podem habitar tanto campos, pântanos, cavernas e florestas quanto ambientes domésticos.

    Aparições de Boggarts são relacionados com o desaparecimento de objetos e comida, leite azedando, cães agitados sem motivo aparente e o rapto de crianças.

    Considerados muito difíceis de eliminar, principalmente se foram nomeados, os proprietários de uma casa infestada são forçados a agir de forma mais irritante do que o bicho-papão para afastá-lo ou se mudar de casa o mais rápido possível, para que o bicho-papão não fique ciente dos planos e os siga.

    A história mais famosa de Boggarts na Inglaterra é do Mumby Boggart. Segundo a lenda, um fazendeiro comprou uma porção de terra habitada por um bicho-papão, que se recusava a permitir que o agricultor plantasse qualquer coisa no campo. O agricultor por sua vez, apontou que ele tinha pago um bom dinheiro pela terra e que deveria ter direito de usá-la. A dupla discutiu durante um dia inteiro, antes de finalmente concordar que o agricultor poderia plantar o campo com a condição de que eles compartilhassem a colheita. O esperto agricultor no entanto, tinha um plano para manter toda a colheita para si mesmo, perguntando ao Boggart: “Qual metade da plantação será a sua, a parte que cresce abaixo do solo ou a parte de cima?”

    O bicho-papão pensou por um tempo antes de responder que queria a parte acima do solo, por isso, o agricultor plantou um campo cheio de batatas. Quando chegou a época da colheita, o agricultor estava sobre uma enorme pilha de batatas enquanto o bicho-papão teve de se contentar com a parte inútil da cultura. Irado, o bicho-papão anunciou que na próxima vez, ele tomaria o que cresceu abaixo do solo.

    O fazendeiro concordou, e desta vez plantou um campo de trigo. Quando chegou o tempo da colheita, o agricultor teve um bom lucro, enquanto o bicho-papão ficou apenas com as raízes. Furioso por ter sido enganado duas vezes, o boggart exigiu que o agricultor semeasse trigo novamente, mas desta vez, eles iriam ter lados opostos do campo, e cada um levaria apenas o que pudesse colher de sua metade em um dia.

    O fazendeiro concordou, mas na noite antes da colheita, colocou várias barras de ferro no lado do bicho-papão. No outro dia, o bicho-papão rapidamente cegou a sua foice, deixando-o incapaz de continuar com a colheita. Humilhado, o bicho-papão acabou deixando a fazenda, para nunca mais ser visto.

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Um comentário

  1. Bom dia

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